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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ANTÓNIO RAMOS ROSA

1924-2013



domingo, 28 de abril de 2013

ANTÓNIO RAMOS ROSA

[VIVI TANTO]


Vivi tanto
que já não tenho outra noção
de eternidade
que não seja a duração da minha vida.


Resumo: A poesia em 2012 [de Em torno do imponderável], org. de Armando Silva Carvalho, José Alberto Oliveira, Luís Miguel Queirós e Manuel de Freitas, Documenta/Fnac, Lisboa, 2013.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

ANTÓNIO RAMOS ROSA

[PARA UM AMIGO TENHO SEMPRE UM RELÓGIO]


Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.


Poemas portugueses [de Viagem através de uma nebulosa], org. Jorge Reis-Sá e Rui Lage, Porto Editora, 2009.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

ANTÓNIO RAMOS ROSA

[ESTOU OLHANDO OS FRUTOS REPOUSADOS]


Estou olhando os frutos repousados
e as pequenas sombras alongadas
sobre a mesa de madeira e pedra.
A brisa entra por uma porta antiga.
Uma pétala branca cai de uma flor branca.
Sou, mais do que sou, estou
na perfeição das coisas que me envolvem.
Repouso na sinuosa exactidão.


Poemas [de A Rosa Esquerda], Leya, Lisboa, 2009.