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domingo, 30 de outubro de 2011

E. M. DE MELO E CASTRO

CRÍPTICA


Para quem não sabe ler
Toda a escrita é críptica

O alfabeto cirílico é críptico para mim

Os ideogramas chineses ou japoneses
São igualmente crípticos (para mim)

Para os economistas
A poesia é críptica

Para os imbecis
A inteligência é críptica

Para os cegos de nascença
A cor é críptica

Para todos os homens
A sua vida é críptica

Para os vivos
A morte é críptica

Para os mortos
O que será a morte?


No limite das coisas, Campo das Letras, Porto, 2003.

domingo, 26 de junho de 2011

E. M. DE MELO E CASTRO

SONETO SOMA 14X


1 4 3 4 2
2 3 3 0 6
4 1 6 1 2
3 2 2 1 6

5 0 0 1 8
2 1 2 5 4
1 4 0 1 8
3 2 4 1 4

3 1 2 3 5
5 4 1 2 2
3 0 4 2 5

4 3 3 1 3
5 1 2 1 5
8 9 3 5 3



Poemas portugueses: Antologia da poesia portuguesa do séc. XIII ao séc. XXI [de Poligonia do soneto], org. Jorge Reis-Sá e Rui Lage, Porto Editora, 2009.