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segunda-feira, 25 de junho de 2018

ISABEL NOGUEIRA

[RECORDAMOS UMA PESSOA]

[...]

Recordamos uma pessoa enquanto recordamos a sua voz.
Com o tempo tornamo-nos menos ambiciosos. Uma expressão serve.


Marginal, Não Edições, Lisboa, 2018.


sábado, 28 de novembro de 2015

ISABEL NOGUEIRA

[TIROU DO BOLSO O CANIVETE]


Tirou do bolso o canivete que a mãe lhe oferecera aos seis anos.
Acto naturalmente impróprio, a respeito do qual seria desnecessário
ajuizar.
Abriu-o, passou ao de leve os dedos pela lâmina, e descascou a maçã.

Os olhos nunca saíam do barco. Nem do mar.
A prática fazia-o retirar a casca à fruta sem necessidade de olhar.
Era tudo uma questão de hábito e de motricidade fina.


Peso pluma, Paralelo W, Lisboa, 2015.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

ISABEL NOGUEIRA

[PELA JANELA]

[...]

Pela janela, o ar esvaía-se por entre os dedos.
A música competia com o vento.
E as coisas eram o que eram.

[...]

A kind of blue (com Paulo Furtado), Alambique, Lisboa, 2014.