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domingo, 26 de agosto de 2012

M. PARISSY

[CONTO AS TUAS FERIDAS]


conto as tuas feridas
às vezes nem sempre é fácil
ouvir o corpo em civil adolescência

em cada instante que passa
sinto que o amor viaja em comboios ultra rápidos

de que cor era aquela estação?


Morte com dedos em ferida, Edições Mortas, Porto, 2000.

domingo, 23 de agosto de 2009

M. PARISSY

O TEU FUMO

o meu retrato do mizé

amar todo o amor impossível
foi o caminho do teu animal
envelhecido e estropiado

guardaste retratos de tempestade
levaste universos inteiros
no bolso mais pequeno da tua mochila
execraste promontórios

o farol do teu sonho
nunca te deu sinais de liberdade

respiram por ti as tintas
cores de fantasmas exibindo
esperma cornos e ruas estreitas
poetas que perseguem visões sulfurosas
o imaturo rosto do teu fumo


Cafurnas, edição do Autor, Nazaré, 2002.