Mostrar mensagens com a etiqueta Rui Baião. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rui Baião. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 17 de maio de 2016

RUI BAIÃO

[CERTO INÚTIL VIRAR DE COSTAS]


Certo inútil virar de costas.
Proibido, o sul todo. Azul
da queima, milhares de teias.
Sei o que vale na boca, a seta
certa. Doente ulterior à cobrição.
Tal o azar, nunca te disse.

Noizz, Companhia das Ilhas, Lajes do Pico, 2016.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

RUI BAIÃO

[JUNTO AO PARQUE, ENTRE SEBES]


Junto ao parque, entre sebes –
o túmulo do tumulto. Baga prenhe
entre maciços e culpas. Como se pinta
a Pintura? – a crude enraivecido e esmeril
de noivado, onde a falsa moral fosse
o repouso no ninho, a não exclusão. Como se escreve
a Escrita? – de mãos atadas, sem olhos que
a vissem morrer, aí à furna. De morte
em morte, como um relâmpago de pressa
diz ao uivo. Como se vive desta Morte?
– de precária coincidência, como prova
de silêncio ao fruir, ou o que atordoa o mundo
quando os dardos. Muitos dardos, dirigidos
fossem a esse favo, pior que a noite.


Insane, Averno, Lisboa, 2014.

domingo, 17 de junho de 2012

RUI BAIÃO

[HÁ OS QUE AINDA FALAM DE LADO AO SOSLAIO DOS OUTROS]


Há os que ainda falam de lado ao soslaio dos outros.
Tu ias endoidecendo, eu não dava sinais de morte.
Dias não são dias com o sangue dos outros nas mãos.
Dias não são dias desde a ponte aérea das palavras.
Cada um é para o que morre...


Rude, Averno, Lisboa, 2012.