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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

PEDRO MEXIA

O CÃO DE GOYA


O cão de Goya, quem o abandonou?
Que naufrágio, cave, urbe sem gente?
Quem o pôs de cabeça humana
suplicante, que deus dos cães
o deixou assim, igual a todos?
Que bicho é este, sozinho com a impossibilidade,
um perigo que cresce sem salvação,
o grande indistinto vazio que faz medo?


Eufeme, n.º 1, edição de Sérgio Ninguém, s. l., 2016.

domingo, 20 de junho de 2010

PEDRO MEXIA

SE EU PUDESSE


Se eu pudesse
ter-te em vez dos versos,
ou ter um verso
em vez de ti,
ou ter os olhos
como os de um gato
para perscrutar a noite
onde isso se decide.


Avalanche, Quasi, Vila Nova de Famalicão, 2001.

domingo, 30 de agosto de 2009

PEDRO MEXIA

OS DINHEIROS


Judas não se enforcou na figueira.
A figueira é uma árvore benigna.
Judas enforcou-se
nos trinta dinheiros.


Senhor Fantasma, Oceanos, Lisboa, 2007.